sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A HORA DA MISERICÓRDIA

Em outubro de 1937, em Cracóvia (Polônia), Jesus Cristo recomendou que fosse honrada
a hora da Sua morte e que ao menos por um instante de oração se recorresse ao valor
e aos méritos da Sua paixão.
"...que todas as vezes que ouvires o bater do relógio, às três horas da tarde, deves mergulhar toda na Minha misericórdia, adorando-A e glorificando-A. Implora
a onipotência dela em favor do Mundo inteiro e especialmente dos pobres pecadores,
(...) Nessa hora, conseguirás tudo para ti e para os outros. Nessa hora, realizou-se a graça para todo o Mundo: a misericórdia venceu a justiça (...) procura rezar, nessa hora, a Via-sacra, e se não puderes fazer a Via-sacra, entra, ao menos por um momento na capela e adora o Meu Coração, que está cheio de misericórdia no Santíssimo Sacramento. Se não puderes sequer ir à capela, recolhe-te em oração onde estiveres, ainda que seja por um breve momento. Exijo honra à Minha misericórdia de toda criatura" (Diário, 1572).
"A fonte da Minha misericórdia foi na cruz aberta com a lança para todas as almas,
— não excluí a ninguém" (Diário, 1182).



Quando de coração contrito e confiante rezares essa oração por algum pecador, Eu lhe darei a graça da conversão. Esta pequena prece é a seguinte:
— Ó Sangue e Água que jorrastes do Coração de Jesus como fonte de misericórdia para nós, eu confio em Vós" (Diário, 187).

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

”A SAGRADA IMAGEM”
Na história das aparições, é conhecido apenas um caso em que Jesus Cristo expressou o desejo
de que fosse pintado um quadro com a Sua imagem e apresentou a sua configuração plástica. Após a pintura da imagem, por diversas vezes revelou a Irmã Faustina a Sua presença viva
na forma como ela fora pintada na imagem. Além disso, pela promessa de conceder graças especiais aos devotos dessa imagem, conferiu-lhe um excepcional valor religioso.
”Por meio dessa Imagem concederei muitas graças às almas;
que toda alma tenha, por isso, acesso a ela”
(Diário, 570).

A Imagem no Santuário da Divina Misericórdia em Vilna
”Ofereço aos homens um vaso,
com o qual devem vir buscar graças na fonte da misericórdia.
Esse vaso é a Imagem com a inscrição: Jesus, eu confio em Vós” (Diário, 327).
”Os dois raios (na imagem) representam o Sangue e a Água: o raio pálido significa
a Água que justifica as almas; o raio vermelho significa o Sangue que é a vida das almas. Ambos os raios jorraram das entranhas da Minha misericórdia, quando na Cruz o Meu Coração agonizante foi aberto pela lança (...). Feliz aquele que viver à sua sombra, porque não será atingido pelo braço da justiça de Deus” (Diário, 299)
.
”Hoje vi duas colunas muito grandes fincadas no chão: uma delas coloquei-a eu
e a segunda, outra pessoa, S.M. (M. Sopocko). (...) Essas duas colunas encontravam-se perto uma da outra na largura da Imagem, e vi essa Imagem pendurada nelas muito alto. Num instante, sobre estas duas colunas surgiu um grande santuário, interior
e exteriormente. Vi a mão que terminava a construção desse santuário, mas não
vi a pessoa. Havia uma grande multidão de pessoas fora e dentro do santuário,
e as torrentes que saíam do compassivo Coração de Jesus desciam sobre todos”
(Diário, 1689).




terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

”A HUMANIDADE NÃO ENCONTRARÁ A PAZ ENQUANTO NÃO SE VOLTAR, COM CONFIANÇA, PARA A MINHA MISERICÓRDIA” (Diário, 300)

No dia 17 de agosto de 2002, no Santuário da Divina Misericórdia em Cracóvia (Polônia), o papa JOÃO PAULO II
realiza o ato solene da entrega do destino do mundo à Divina Misericórdia. Trechos da homilia do Papa pronunciada durante a Santa Missa:
"Ó Misericórdia divina insondável e inegotável,
Quem Vos poderá venerar e glorificar dignamente?
Atributo máximo de Deus Onipotente,
Sois a doce esperança para o homem pecador" (Diário, 951).
"Caros Irmãos e Irmãs!
Repito hoje essas simples e sinceras palavras de Santa Faustina, para juntamente com ela
e com vós todos glorificar o inconcebível e insondável mistério da Divina Misericórdia. Da mesma forma que ela, queremos confessar que não existe para o homem uma outra fonte de esperança que não seja a misericórdia de Deus. Queremos repetir com fé: Jesus, eu confio em Vós.
Essa profissão, na qual se expressa a confiança no onipotente amor de Deus, é especialmente necessária em nossos tempos, nos quais o homem se sente desorientado em face das variadas manifestações do mal. É preciso que o apelo pela divina misericórdia brote do fundo dos corações humanos, repletos de sofrimento, de inquietação e de dúvida, que buscam uma fonte segura
de esperança. (...)

Por isso hoje, neste Santuário, desejo, confiar solenemente o destino do mundo à Misericórdia Divina. Faço-o com o desejo ardente de que a mensagem do amor misericordioso de Deus, proclamado por intermédio de Irmã Faustina, chegue a todos os habitantes da terra e cumule
os seus corações de esperança
..."
ATO DE CONSAGRAÇÃO
Deus, Pai misericordioso
que revelaste o Teu amor
no Teu Filho Jesus Cristo
e o derramaste sobre nós
no Espírito Santo, Consolador
confiamos-te hoje o destino
do mundo e de cada homem.
Inclina-te sobre nós,
pecadores cura a nossa debilidade
vence o mal faz com
que todos os habitantes da terra
conheçam a tua misericórdia
para que em Ti,
Deus Uno e Trino encontrem
sempre a esperança.
Pai eterno pela dolorosa
Paixão e Ressurreição
do teu Filho tem misericórdia
de nós e do mundo inteiro. Amém!
Papa João Paulo II

domingo, 20 de fevereiro de 2011

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A CONTEMPLAÇÃO DE JESUS
A presente reflexão nasceu do enlevo com Jesus,
que é Misericórdia.
Seremos felizes se também você O amar
e se fizer do seu coração um vale de confiança
que Ele possa semear com a chuva de Misericórdia
IRMÃS DE JESUS MISERICORDIOSO

ELE É A IMAGEM DO DEUS INVISÍVEL (Col 1, 15)

Creio
que é por mim
que surges
desta imagem,
não queres ser encerrado
na moldura
de qualquer perfeição,
não queres ser apenas
um “retrato de lembrança”
de Deus.
Simplesmente te apresentas
para hoje
me encontrares



Vens
sempre o primeiro em amor.
Apressas-te
para amar
como um escravo,
descalço,
pedindo a aceitação
do Dom do Amor.

Saíste ao meu encontro.
Agora só falta o segundo passo,
quer dizer, o meu passo.



Uma escuridão
aterradora, que cresce diante
do olhar
já assustado pelo temor.
Nessa escuridão
estão mergulhadas as cores
da nossa vida,
o cotidiano azul-escuro
dividido por uma faixa
de verde esperança,
com o laranja de um sorriso.
Somente agora vejo
que as cores da minha vida
são um nada diante de Ti,
que és a luz do mundo.
Eu Te convido –
entra em minha vida
Acenda-se em mim a chama
da Misericórdia.

Tu me buscas com os olhos,
com  o olhar repleto de amor.
Olhas
pacientemente,
suavemente,
sem ciúme
e sem buscares a Ti mesmo,
sem te irritares,
sem te lembrares do mal.
Tudo suportas,
em tudo acreditas,
sempre em mim
depositas a esperança.
Olhas para mim
com amor

Falas com o olhar,
Não preciso investigar
até que nível
devo buscar
o Teu reconhecimento,
encantar-te comigo.
Tu me aceitas como sou,
sempre me abençoas
e sempre perdoas



Diante de mim te desvendas
e me convidas
para o centro do amor.
Aqui está o meu lugar,
Tu me preparaste esse lugar
e ninguém o ocupará.
Tu me gravaste em Tuas mãos,
eu me gravei como
uma ferida em Teu lado.
Foi dolorido o Teu
amor para comigo,
por isso tenho dele tanta certeza,
nele quero apoiar-me.
Acalenta-me, Deus




Tenda do encontro,
feixes de raios
que penetram tudo,
que entram tímidos
nos corações fechados
pelo buraco da fechadura.
Correntes de graças.
Não são presentes baratos.
Tu dás a Ti mesmo,
Tu és o Dom,
volto-me para Ti
como a flor para o sol,
quero haurir a vida
dos Teus raios
e Te peço –
cubra-me como um escudo
a Tua Misericórdia

Jesus, eu confio em Vós
Senha
que abre o coração de Deus
de par em par.
Tu és, Senhor,
o único digno de confiança
e não existe nome nenhum
em que eu possa confiar.
Meu Jesus,
meu Salvador,
meu Rei,
minha Misericórdia


"Alma pecadora, não tenhas medo do teu Salvador. Eu, o primeiro tomo a iniciativa
de Me aproximar de ti, pois sei que por ti mesma não és capaz de elevar-te até Mim.
Não fujas, filha, de teu Pai, dispõe-te a dialogar a sós com o teu Deus de misericórdia, que quer dizer-te palavras de perdão e cumular-te com Suas graças" (Diário, 1485).

"Abri o Meu Coração como fonte viva de misericórdia; que dela tirem vida todas
as almas, que se aproximem desse mar de misericórdia com grande confiança"
(Diário, 1520).

"As graças da Minha misericórdia coIhem-se com o único vaso, que é a confiança. Quanto mais a alma confiar, tanto mais receberá. Grande consolo Me dao as almas de ilimitada confiança, porque, em almas assim derramo todos os tesouros das Minhas graças. Alegro-Me por pedirem muito, porque o Meu desejo é dar muito, muito mesmo. Fico triste, entretanto, quando as almas pedem pouco, quando estreitam os seus coraçoes" (Diário, 1578).

sábado, 19 de fevereiro de 2011

HISTÓRIA
DA IMAGEM DE JESUS MISERICORDIOSO
ZD
A casa onde foi pintada a primeira imagem de Jesus Misericordioso em Vilna (Vilnius, Lituânia).
Ao longe, a igreja que as autoridades soviéticas transformaram em prisão, ativa até 2008.
O padre Sopocko confiou a pintura da imagem de Jesus Misericordioso no início de 1934
ao pintor de Vilnius Eugênio Kazimirowski. A residência do pe. Sopocko e a residência e o ateliê de Kazimirowski localizavam-se no mesmo prédio. Durante a pintura da imagem, ao menos duas vezes por semana a irmã Faustina – que durante todo o período da pintura imagem permaneceu em Vilna (Vilnius, Lituânia)  – ia ao ateliê a fim de fornecer orientações
e sugerir detalhes relacionados com a aparência da imagem. O padre Sopocko cuidou pessoalmente que a imagem fosse pintada exatamente de acordo com as orientações da religiosa. A tela em que havia ordenado a pintura da imagem de Jesus Misericordioso foi por ele adaptada às dimensões de uma velha moldura que anteriormente lhe havia sido presenteada por uma paroquiana. A pintura se estendeu por cerca de seis meses, e quando o quadro já estava pintado
e pronto para ser exposto , o pe. Sopocko, querendo ainda certificar-se quanto à legenda que nele devia figurar, pediu a irmã Faustina que se informasse
a esse respeito com Jesus Cristo:
”Em determinado momento, o confessor perguntou-me como deveria ser colocada
essa inscrição, visto que tudo isso não cabia nessa Imagem. Respondi que rezaria
e responderia na semana seguinte. Quando saí do confessionário e estava passando diante do Santíssimo Sacramento, recebi a compreensão interior de como devia ser
essa inscrição. Jesus me lembrou o que tinha dito na primeira vez, isto é, as palavras que devem ser salientadas: Jesus, eu confio em Vós” (Diário, 327).
”Pinta uma imagem de acordo com o modelo que estás vendo,
com a inscrição: Jesus, eu confio em Vós” (Diário, 47).
”Ofereço aos homens um vaso,
com o qual devem vir buscar graças na fonte da misericórdia.
Esse vaso é a Imagem com a inscrição: Jesus, eu confio em Vós” (Diário, 327).
A inscrição ditada, que constitui um elemento essencial da integridade do culto transmitido,
foi elaborada pelo pe. Sopocko numa placa adicional e por ele localizada na parte inferior
da imagem. A seguir, atendendo a uma explícita exigência de Jesus Cristo, transmitida pela irmã Faustina, o pe. Sopocko deu início aos empenhos para expor a imagem na igreja de S. Miguel,
em Vilna, da qual ele era reitor.
Em razão disso, no dia 4 de abril de 1937, com a autorização do metropolita de Vilna (Vilnius, Lituânia), o arcebispo Romualdo Jalbrzykowski, e após uma opinião positiva dos peritos,
a imagem de Jesus Misericordioso foi exposta na igreja de S. Miguel em Vilna, onde por cerca
de onze anos lhe devotaram a grande veneração que lhe cabia. Em 1941 uma outra comissão
de peritos, convocada a pedido do metropolita, declarou que ”essa imagem foi executada artisticamente e constitui um precioso patrimônio da arte religiosa contemporânea”.
(Protocolo da Comissão relacionado com a avaliação e a preservação da imagem do Salvador Misericordiosíssimo na igreja de S. Miguel em Vilna, do dia 27 de maio de 1941, assinado pelos peritos: professor de História da Arte Dr. M. Morelowski, professor de dogma pe. Dr. L. Puchaty
e conservador pe. Dr. P. Sledziewski). 
Imagem na igreja de Santo Miguel (1937-1948).
Em 1948, depois que as autoridades comunistas fecharam a igreja de S. Miguel, a imagem
(sem a moldura a inscrição nela presente) foi comprada de forma clandestina e ilegal
de um operário lituano que estava retirando os elementos decorativos do santuário.
Essa transação foi realizada por duas mulheres (uma polonesa e uma lituana), que tinham consciência das consequências que isso lhes podia acarrretar da parte das autoridades soviéticas. Elas retiraram da igreja a imagem enrolada e por algum tempo a esconderam num sótão, esperando passar o tempo das eventuais ameaças.
Mais tarde elas entregaram a imagem à igreja do Espírito Santo, onde havia sido depositado também todo o patrimônio móvel da igreja que fora fechada. O pároco da igreja do Espírito Santo, pe. João Ellert, não se mostrou interessado em ficar com a imagem nem em expô-la, e então escondeu-a num arquivo nos fundos da igreja. Somente em 1956 o pe. José Grasewicz, amigo
do pe. Sopocko, que havia voltado a Vilna após alguns anos de prisão num de trabalhos forçados soviético, decidiu reencontrar a imagem. Antes disso estabeleceu contato com o pe. Sopocko,
que estava muito preocupado porque até então não havia descoberto onde se encontrava
a imagem. O pe. Grosewicz obteve autorização voltar ao trabalho pastoral na paróquia de Nowa Ruda. Antes de partir de Vilna, pediu ao pároco da igreja do Espírito santo que entregasse
a imagem à sua paróquia, o que o pároco fez de bom grado. O pe. Grosewicz levou a imagem
a Nowa Ruda e a expôs na igreja, mantendo segredo a respeito da sua origem.
Naquele mesmo período o pe. Sopocko considerou a possibilidade de trazer a imagem à Polônia, no entanto deixou de se empenhar por isso quando se verificou que essa operação seria perigosa. Apesar das muitas mudanças na administração da igreja de Nowa Ruda (Bielo-Rússia), a imagem permaneceu nela por cerca de trinta anos. 

A imagem na igreja de Nowa Ruda, na atual Bielo-Rússia (1956-1986).
Em 1970, as autoridades de Nowa Ruda decidiram transformar a igreja num depósito.
Os pertences da igreja liquidada haviam sido levados a uma outra paróquia. A imagem, pendurada no alto, em razão de um motivo aparentemente fútil (falta de uma escada alta), permaneceu na igreja. O pe. Sopocko, preocupado com esse acontecimento, por estar
na Polônia nada pôde fazer a respeito. O pe. Grosewicz também não tinha a possibilidade
de atender ao pedido do pe. Sopocko – de transportar a imagem para um outro lugar seguro.
Ele teve de deixar a paróquia e nenhum padre na Bielorrússia teve a coragem de aceitar
a imagem.
A imagem de Jesus Misericordioso, por muitos anos deixada numa igreja de madeira
em abandono, somente graças à Divina Providência sobreviveu ao perigoso tempo do comunismo. A incerteza a respeito do destino da imagem acompanhou o pe. Sopocko até o fim da vida.
Por diversas vezes ele enviou pedidos confidenciais solicitando que a imagem fosse trazida
a Vilna. O pedido para expor a imagem em Ostra Brama (Ausros Vartai), em Vilna, onde pela primeira vez havia sido exposta para a veneração pública, foi transmitido somente em 1982
(já após a morte do pe. Sopocko). O então vigário de Ostra Brama, pe. Tadeusz Kondrusiewicz, achou essa ideia infundada e propôs que a imagem fosse exposta na igreja do Espírito Santo, onde era pároco o pe. Alexandre Kaszkiewicz, o qual, embora inicialmente a contragosto, finalmente concordou com a exposição da imagem. Dessa forma o pe. Grasewicz tomou
a decisão de trazer a imagem novamente a Vilna.
Para não provocar os comunistas, interessados pela origem incomum da imagem, numa noite
de novembro de 1986, sem o conhecimento dos habitantes de Nowa Ruda, que se reuniam para rezar na igreja abandonada, no lugar da imagem original foi exposta uma cópia previamente elaborada. Com a ajuda de irmãs religiosas de N. S. da Misericórdia (de Ostra Brama), cientes
do que estava ocorrendo, a imagem retirada da moldura de madeira foi enrolada e naquela mesma noite levada a Grodno, e mais tarde à igreja do Espírito Santo em Vilna.
Por ordem do pe. Kaszkiewicz, antes de ser exposta no altar a imagem danificada passou
por uma repintura. Essa intervenção modificou sensivelmente a aparência da face de Jesus Cristo, pelo que foi deformada a mensagem visual da imagem. Na imagem foi pintada em cor vermelha
a legenda JESUS, EU CONFIO EM VÓS. Além disso, para adaptar a imagem ao nicho do altar,
foi enrolada a sua borda inferior e na parte superior foi colado um remate oval adicional.
Essas mudanças não estavam de acordo com a composição artística primitiva da imagem elaborada em 1934 por E. Kazimirowski com a coparticipação de Irmã Faustina e do pe. Sopocko. Foi uma ingerência brutal que diminuiu sensivelmente o valor original da obra.

A imagem na igreja do Espírito Santo em Vilnius, Lituânia (1987-2005), antes e após a restauração.
Durante os trabalhos de conservação em 2003, foi devolvido à imagem o seu formato primitivo. Inteiramente renovada, a imagem permaneceu na igreja do Espírito Santo até setembro de 2005.  A igreja do Espírito Santo é a igreja paroquial dos poloneses residentes em Vilna. As missas
e as celebrações nessa igreja são conduzidas apenas em língua polonesa.


No início de 2004, o metropolita de Vilna (Vilnius, Lituânia) card. Audrys Juozas Backis tomou
a decisão de transferir a imagem de Jesus Misericordioso da igreja do Espírito Santo à pequena igreja vizinha da Santíssima Trindade, reconsagrada como Santuário da Divina Misericórdia.
Esse santuário devia tornar-se um lugar de adoração e oração para os devotos da Misericórdia Divina – independentemente da sua origem nacional.
O metropolita confiou o ministério da oração nesse santuário à Congregação das Irmãs de Jesus Misericordioso, que essa Congregação já exercia desde 2001 na igreja do Espírito Santo. 
Os paroquianos da igreja do Espírito Santo, que havia muitos anos cultuavam a “Santa Imagem”
e tinham consciência do seu extraordinário valor religioso, não aceitaram a decisão do metropolita. Tentaram então influenciar a sua mudança, protestando dia e noite durante dezessete meses. O motivo do protesto era que o santuário proposto era muito pequeno, não possuía base
de apoio e estava mal localizado (na vizinhança de locais de diversão).
Por isso não havia nele condições para a oração individual, contemplativa – veneração da Imagem de Jesus Misericordioso, para todos, a qualquer hora do dia. Os fiéis chamavam também a atenção para as necessidades dos peregrinos que chegavam e que desejavam participar sem restrições das celebrações em honra da Divina Misericórdia. As pessoas que protestavam estavam dispostas a participar de uma eventual transferência solene da imagem de Jesus Misericordioso
à igreja de S. Miguel, onde em 1937 havia sido exposta atendendo a um explícito pedido de Jesus transmitido à Irmã Faustina, ou da sua transferência a uma outra igreja grande. Em Vilna (Vilnius, Lituânia), chamada “Cidade das igrejas”, existem muitos grandes e belos santuários.
No entanto, sem uma tentativa de acordo com as pessoas que protestavam e sem a devida cerimônia litúrgica, inesperadamente a imagem de Jesus Misericordioso foi retirada.


Em setembro de 2005 a primeira imagem de Jesus Misericordioso foi exposta no Santuário
da Divina Misericórdia. Atualmente, nesse santuário, da mesma forma que em qualquer
outra igreja, são celebrados casamentos, batizados, etc.
SANTUÁRIO DA MISERICÓRDIA DIVINA
Vilnius, Lituânia, Rua Dominikonu 12


Em 2004, para a sede da Congregação das Irmãs de Jesus Misericordioso em Vilna,
o metropolita destinou a casa na qual foi pintada a primeira imagem de Jesus Misericordioso. Graças à liberalidade dos benfeitores, essa casa foi adaptada às necessidades do funcionamento dessa Congregação religiosa.

Casa na qual foi pintada a primeira imagem de Jesus Misericordioso.
Atualmente CASA DA CONGREGAÇÃO DAS IRMÃS DE JESUS MISERICORDIOSO
Vilnius, Lituânia, Rua Rasu, 4a
A Congregação das Irmãs de Jesus Misericordioso, fundada pelo beato pe. Miguel Sopocko,
é uma comunidade multinacional, que realiza o seu carisma de difundir e suplicar a Misericórdia Divina para o mundo através da palavra, da ação e da oração em 36 casas religiosas.
Essa Congregação originou-se em 1941 em Vilna, atendendo a um desejo de Jesus Cristo transmitido à Santa Irmã Faustina. Em 2008 foi aprovada como instituto religioso de direito pontifício. 
Em junho de 1935, em Vilna, a Santa Irmã Faustina registrou em seu Diário:  
"Deus está exigindo que haja uma Congregação que proclame ao mundo
a misericórdia de Deus e que a peça para o mundo" (Diário, 436).
"Desejo que haja uma tal Congregação" (Diário, 437).
CONSERVAÇÃO DA IMAGEM
A primeira imagem de Jesus Misericordioso, exposta a partir de 1987 na igreja do Espírito Santo em Vilna, não despertou especial interesse, tanto dos peregrinos como das autoridades eclesiásticas. A falta de condições adequadas da exposição da imagem contribuiu para novas mudanças desfavoráveis em sua matéria.
Somente a partir de julho de 2001, com o consentimento do pe. Miroslau Grabowski, pároco
da igreja do Espírito Santo, a Congregação das Irmãs de Jesus Misericordioso pôde abrir
um novo núcleo em Vilna, aceito pela cúria local, e envolver com a sua proteção essa singular
e valiosa imagem.
Há algumas dezenas de anos, essa Congregação se empenha pela propagação da primeira imagem de Jesus Misericordioso, daquela que surgiu na atmosfera do milagre divino
– da oração e do sofrimento de Irmã Faustina, da sua presença e coparticipação.
Graças aos empenhos e à dedicação das irmãs, em abril de 2003 foi feita uma restauração geral da imagem, que se realizou na casa religiosa das Irmãs em Vilna. Da imagem foram retirados todos os acréscimos pintados, foram consertadas as partes danificadas e removidas as manchas que haviam surgido em consequência de umidade e de tentativas de removê-las com produtos químicos. Em consequência da restauração realizada, devolveu-se à imagem a aparência primitiva de Jesus Misericordioso.

Algumas deformações da tela não puderam ser removidas sem a utilização de cola. Trata-se
de vestígios das várias retiradas da imagem da sua moldura de madeira (orifícios provenientes
dos pregos que fixavam a imagem) e dos cerca de quatro centímetros enrolados da borda inferior (em 1987 a imagem havia sido adaptada ao nicho do altar na igreja do Espírito Santo).
Essas perdas, embora invisíveis na apresentação da imagem, constituem, no entanto,
um traço seu singular e caraterístico.
Dobra da borda inferior da imagem
(São visíveis os orifícios deixados pelos pregos, que permaneceram após a tríplice troca da moldura)
Durante a conservação em 2003, a imagem foi novamente presa na moldura com grampos.

Por iniciativa dos organizadores e benfeitores da restauração da imagem realizada em 2003
(Veja Cópia do contrato) – da Fundação dos Apóstolos de Jesus Misericordioso em Lodz (Polônia)
– em março de 2004 foi instituída na igreja do Espírito Santo em Vilna (Vilnius, Lituânia) uma sessão fotográfica profissional da imagem. Desde então, fotocópias da primeira imagem com
a efígie de Jesus Misericordioso, de 20 cm de eslaides realizados com uma câmera especial,
estão sendo divulgadas e fornecidas para a evangelização geral (Veja Imagem para impressão poligráfica).


”Por meio dessa Imagem concederei muitas graças às almas;
que toda alma tenha, por isso, acesso a ela” (Diário, 570).

DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA DA CONSERVAÇÃO DA IMAGEM

Detalhe da imagem antes da restauração

Remoção do descascamento
Após a remoção do descascamento
Detalhe da imagem após a conservação

A imagem antes da restauração
Após a remoção do descascamento

A imagem pós a restauração
Remoção do descascamento
As fotos provêm do arquivo da documentação restauradora de 2003
Apesar de ter sido realizada uma restauração geral da imagem, o estado do seu material ficou sensivelmente enfraquecido, razão pela qual ela deve ser exposta em condições adequadas, de acordo com as recomendações dos técnicos. A restauração da imagem foi realizada pela Sra. Edite Hankowski-Czerwinski, de Wloclawek (Polônia) e-mail: edycja@autograf.pl, retauradora de obras de arte, formada pela Faculdade de Belas Artes da Universidade Nicolau Copérnico de Torun (Polônia).
No dia 3 de agosto de 2009, no Santuário da Misericórdia Divina em Vilna, a restauradora
Edite Hankowski-Czerwinski realizou o controle periódico do estado da conservação da imagem. Ela definiu o estado da imagem como bom, não exigindo intervenção restauradora.

Frase de Santa Faustina para hoje

Diário de Sta. Faustina – Pág 70


” A alma nobre e delicada, ainda que a mais simples, desde que possua uma fina sensibilidade, vê Deus em tudo, encontra-o em toda parte, sabe encontrar a Deus até debaixo das coisas mais obscuras. Tudo para ela tem significado, a tudo dá grande valor, por tudo agradece a Deus, de tudo tira proveito para alma, e atribui toda glória a Deus. Confia nele e não se confunde quando chega o tempo das provações. Ela sabe que Deus é sempre o melhor Pai que não dá muita atenção ao respeito humano. segue fielmente ao menor sopro do Espírito Santo e alegra-se com esse hóspede espiritual, agarrando-se a ele como uma criança à sua mãe”.
Oremos com Santa Faustina:
Ó Santíssima Trindade, quantas vezes o meu peito respirar, quantas vezes o meu coração bater, quantas vezes o meu sangue pulsar em mim, outras tantas mil vezes desejo adorar a vossa misericórdia. Ajudai-me Senhor, para que  o meu coração seja misericordioso e se torne sensível a todos os sofrimentos do próximo.
Diário de Sta. Faustina, Pág.7

Artigo: A Mestra dos que ensinam

Uma das cenas mais pungentes encontrada nos Evangelhos, sem dúvida, está no sermão da montanha, descrita por São Mateus (capítulos 5-7). Na linguagem bíblica a montanha, devido à sua elevação, torna-se um lugar de comunicação com o divino; assim podem ser vistos, por exemplo, o Sinai, o Horeb, o monte Sião, etc. No entanto, neste trecho do Evangelho é o próprio Deus que eleva os discípulos ao monte para ali lhes ensinar.
Gustavo Kralj.jpg
Jesus Cristo faz papel de um pedagogo, o qual se debruça sobre aqueles aos quais vai ensinar e, aos poucos, os conduz para patamares cada vez mais elevados, não só do conhecimento, mas do convívio humano e de suas responsabilidades perante a sociedade e perante Deus.
Assim começa este capítulo do Evangelho de São Mateus: "Vendo aquelas multidões, Jesus subiu à montanha. Sentou-se e seus discípulos aproximaram-se dele. Então abriu a boca e lhes ensinava..." (Mt 5,1-2). Nosso Senhor ensina como um mestre que sobe em sua cátedra (a montanha). Senta-se e começa a ensinar aos discípulos. Naquela época havia muitos mestres, mas Jesus Cristo é superior a qualquer um deles, pois ensinava com uma autoridade que causava insegurança aos mais conhecedores das Escrituras. Era superior, inclusive ao glorioso profeta Moisés, o qual ensinou a partir do Sinai, no qual recebeu as tábuas da Lei.
Os mestres devem ensinar a verdade, ensinar o caminho que conduz ao bem, o rumo que leva a Deus. "Agora, ao contrário, Deus fala de um modo muito próximo, como de homem para homem. Agora Ele desce até o fundo dos seus sofrimentos"[1].
No Evangelho de São Mateus este foi o primeiro dos cinco grandes discursos realizados por Jesus Cristo. Constantemente as palavras do Salvador são um convite para uma mudança de vida, uma verdadeira conversão.
Durante a vida pública do Messias, os Apóstolos foram sendo ensinados por uma divina didática. Observando os milagres, ouvindo as parábolas e os conselhos, admirando as atitudes e presenciando o holocausto total do Cordeiro de Deus, receberam mais do que uma doutrina, um modo de viver.
Após a partida do Redentor, a Igreja estava instituída como um organismo vivo, cuja cabeça é o próprio Cristo, Nosso Senhor [2]. Aqueles que antes foram ensinados por Jesus, agora têm a missão de evangelizar: "Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo" (Mt 28,19-20).
No entanto, há uma pessoa que aprendeu e praticou as palavras do Salvador como nenhuma outra, Maria Santíssima. "Nossa Senhora estando presente entre os Apóstolos, após a Ascensão de seu Divino Filho, é impossível que estes não A tenham consultado acerca de seus trabalhos, seus ensinamentos e escritos. Antes, é de se supor que a Ela frequentemente recorresem"[3].
Luis M. Varela.jpg
Durante aquele sagrado convívio com seu Divino Filho, no qual "sua mãe guardava todas essas coisas no seu coração" (Lc 2,51), Ela soube observar e amar as atitudes por Ele tomadas. Por isso, após a Ascensão de seu Filho, Maria Santíssima se tornou uma fonte pura e cristalina, da qual os próprios Apóstolos beberiam: "Verdade é que a São Pedro, como Papa, cabia o poder sobre toda a Igreja. Contudo, é também verdade que o Príncipe dos Apóstolos estava completamente submisso à Mãe de Deus, a qual, por meio dele, dirigia os demais"[4].
Não é demais imaginá-La aconselhando e inspirando os Apóstolos acerca de suas missões, bem como lhes explicando o sentido real das palavras e atos de seu Filho: "Por exemplo, Maria Santíssima tendo a seu lado São Paulo, São Pedro ou São João Evangelista, e Ela que conta, explica, interpreta e os ajuda a compreender os fatos da vida de Nosso Senhor, realçando este ou aquele episódio, e sendo, deste modo, o aroma do bom espírito perfumando a Igreja inteira"[5].
Maria foi proclamada "Mãe da Igreja" pelo Papa Paulo VI, e desta forma Ela é modelo de fé e de confiança, mas também é Aquela que ensina aqueles que devem ensinar: "Nenhuma criatura, diz Santo Agostinho, jamais possuiu um conhecimento das coisas divinas e do que se relaciona com a salvação, igual à Virgem Bendita. Ela mereceu ser a mestra dos Apóstolos..."[6]

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011


"O Meu olhar, nesta imagem,
é o mesmo que Eu tinha na Cruz."
(Diário, 326

Frase de Santa Faustina para hoje


“No momento em que me ajoelhei para riscar a minha vontade própria, como o Senhor me mandou, ouvi, na minha alma, esta voz: A partir de hoje não tenhas medo dos juízos de Deus, porque tu não serás julgada.” (Diário de Santa Faustina, p. 374)

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

FRASE DE JESUS A SANTA FAUSTINA



“Deus nunca força a nossa livre vontade.
De nós depende se queremos aceitar a graça de Deus,
ou não, se queremos colaborar com ela, ou desperdiçá-la”
(Diário, 1107)

FRASES DE SANTA FAUSTINA

Frase:

"O que mais me impressiona em Jesus, não era a capacidade de ressucitar os mortos, mas sim de ressucitar os vivos!"

"Tocaria, com toda certeza, um momento indeterminado de noite escura, pela certeza de que os "elos de minha corrente" estão sob os cuidados de Deus"

"Quanto mais peço à Deus que ele esteja com cada um dos "elos de minha corrente", quanto mais ele é dividido por mim entre eles, mais tenho a certeza e confiança da totalidade de sua presença junto de mim!"

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Frase de Santa Faustina para hoje

“Quando vejo que o peso ultrapassa as minhas forças, não penso sobre isso, não analiso, nem me aprofundo, mas recorro como uma criança ao Coração de Jesus e digo-Lhe uma palavra apenas: a Vós tudo é possível … ” (Diário de Santa Faustina, p. 1033)


Frase de Santa Faustina para hoje

“Meu Jesus, aumentai as forças de minha alma, para que o inimigo nada consiga. Sem Vós, sou apenas fraqueza. O que sou sem a Vossa graça, a não ser o abismo da minha miséria?” (Diário de Santa Faustina, p. 1630)
Fonte: webmisericordia

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011



“Quando vejo que o peso ultrapassa as minhas forças, não penso sobre isso, não analiso, nem me aprofundo, mas recorro como uma criança ao Coração de Jesus e digo-Lhe uma palavra apenas: a Vós tudo é possível … ” (Diário de Santa Faustina, p. 1033)
“Ó meu Jesus, peço_vos por toda a Igreja, concedei-lhes o amor e a luz do Espírito Santo, dai força às palavras dos sacerdotes, para que os corações endurecidos se  enterneçam e voltem a Vós, Senhor. Senhor, dai-nos santos sacerdotes! Sustentai-os Vós mesmos na santidade! Ó Divino e Sumo Sacerdote, que o poder da Vossa misericórdia  os acompanhe em toda parte e os defenda das armadilhas e dos laços do demônio, que ele arma incessantemente para a as almas deles. Que o poder da Vossa misericórdia, Senhor, destrua e aniquile tudo aquilo que possa obscurecer  a santidade do sacerdote, porque Vós tudo podeis.” (Diário de Santa Faustina, p. 1052)

FRASE DO DIA

Esteja em cada um de vós o espírito de Maria, para se alegrar em Deus (Santo Ambrósio)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

As 20 meditações do Santo Rosário

Mistérios Gozosos
1 — No primeiro mistério contemplamos a Anunciação do anjo e a Encarnação do Verbo.
2 — No segundo mistério contemplamos a Visitação de Nossa Senhora a sua prima Santa Isabel.
3 — No terceiro mistério contemplamos o Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo em Belém.
4 — No quarto mistério contemplamos a Apresentação do Menino Jesus no Templo e a Purificação de Nossa Senhora.
5 — No quinto mistério contemplamos a perda e o encontro do Menino Jesus.
 Mistérios Dolorosos
1 — No primeiro mistério contemplamos a Agonia de Jesus no Horto das Oliveiras.
2 — No segundo mistério contemplamos a Flagelação de Nosso Senhor Jesus Cristo.
3 — No terceiro mistério contemplamos a Coroação de espinhos de Nosso Senhor.
4 — No quarto mistério contemplamos Nosso Senhor carregando penosamente a Cruz até o alto do Calvário.
5 — No quinto mistério contemplamos a Crucifixão e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.
 Mistérios Luminosos
1 — No primeiro mistério contemplamos o Batismo de Jesus no rio Jordão.
2 — No segundo mistério contemplamos a auto-revelação nas Bodas de Canaã.
3 — No terceiro mistério contemplamos o Anúncio do Reino de Deus convidando à conversão.
4 — No quarto mistério contemplamos a Transfiguração de Jesus.
5 — No quinto mistério contemplamos a instituição da Eucaristia.
Mistérios Gloriosos
1 — No primeiro mistério contemplamos a Ressurreição de Jesus Cristo.
2 — No segundo mistério contemplamos a Ascensão de Jesus aos Céus.
3 — No terceiro mistério contemplamos a descida do Espírito Santo sobre Nossa Senhora e os Apóstolos no Cenáculo.
4 — No quarto mistério contemplamos a Assunção de Nossa Senhora aos Céus.
5 — No quinto mistério contemplamos a gloriosa coroação de Maria Santíssima como Rainha do Céu e da Terra.
Para quem reza apenas um Terço por dia, meditam-se os:
Mistérios Gozosos às Segundas
Mistérios Dolorosos às Terças e Sextas-feiras
Mistérios Luminosos às Quintas-feiras
Mistérios Gloriosos às Quartas-feiras, Sábados e Domingos
Testemunho Verídico
"Havia uma senhora muito simples, que vendia verduras na vizinhança. Certo dia, Tia Teca, conhecida por toda a vizinhança, foi vender suas verduras na casa de um senhor e lá perdeu o seu Terço. Passados alguns dias, tia Teca voltou àquela casa, e este senhor veio logo zombar dela dizendo: - Você perdeu o seu Deus? Ela respondeu: - Eu? Perder o meu Deus? Nunca. Então ele pegou o Terço e disse: - Não é este o seu Deus? - Graças a Deus, o senhor encontrou o meu Terço. Muito obrigada. - Por que a senhora não troca este cordão com essas sementinhas pela Bíblia? - perguntou ele. E ela humildemente respondeu: - Porque a Bíblia eu não sei ler, não senhor, e, com e Terço, eu medito toda a palavra de Deus e a guardo no meu coração. - Medita a palavra de Deus? Como assim? Poderia me dizer? - Posso sim - respondeu Tia Teca pegando o Terço e disse: - Quando eu pego na cruz, lembro-me que o filho de Deus derramou o Seu Sangue, pregado numa cruz, para salvar a humanidade. Essa primeira conta grossa me lembra que há um só Deus onipotente. Essas três contas pequenas me lembram as três pessoas da Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. Esta conta grossa me faz lembrar a oração que o Senhor mesmo nos ensinou, que é o Pai-nosso. O Terço tem cinco mistérios, que me fazem lembrar as cinco chagas do Nosso Senhor Jesus Cristo, cravado na cruz. E cada Mistério tem dez Ave-Maria, que me fazem lembrar os dez mandamentos, que o Senhor mesmo escreveu nas Tábuas de Moisés. O Rosário de Nossa Senhora tem quinze Mistérios, que são: cinco Gozosos, cinco Dolorosos e cinco Gloriosos. De manhã, quando me levanto para iniciar minha luta do dia-a-dia, eu rezo os Mistérios Gozosos, lembrando-me do humilde lar de Maria em Nazaré. Ao meio dia, no meu cansaço e fadiga do trabalho, eu rezo os Mistérios Dolorosos, que me fazem lembrar a dura caminhada de Jesus Cristo para o Calvário. Quando chega o final do dia, com as lutas vencidas, eu rezo os Mistérios Gloriosos, que me fazem lembrar que Jesus venceu a morte para dar a Salvação a toda humanidade. E agora, diga-me: onde está a idolatria? Ele, depois de ouvir tudo isso, disse: - EU NÃO SABIA DISSO. ENSINA-ME, TIA TECA, A REZAR O TERÇO!"

AS RELÍQUIAS DOS SANTOS E O INCENSO

Era comum, já nas catacumbas, a reprodução de imagens e a guarda das relíquias dos santos. Qualquer um que visitar Roma verá as catacumbas com pinturas, inclusive da Mãe de Deus. S. Lucas, um dos evangelistas, pintou imagens de Nossa Senhora (fala-se em três pinturas). Uma das quais está exposta à veneração dos fiéis na igreja de Loreto, Itália.
 O incenso era utilizado como ritual desde o Antigo Testamento. Os capítulos 25 a 31 do Êxodo são a enumeração de todos os objetos que Deus manda fazer e reservar para o seu culto.
 E não somente Deus manda separar estes objetos, mas exige que sejam "consagrados, bentos ou ungidos" com uma unção especial.
 Ele mesmo manda fazer o azeite da santa unção e diz: "E com ele ungirás a tenda da reunião e a arca do testamento, e a mesa com todos os seus vasos, o altar do incenso e a pia com a sua base" (Ex 30, 26-30)
 Eis a origem da benção dos objetos e das pessoas consagradas a Deus. E na categoria de objetos entram as imagens, as estátuas, que são objetos de culto, enquanto nos lembram as virtudes dos santos que representam.
 Sobre relíquias, devemos explicar o seu significado.
 Relíquia é aquilo que resta dos corpos dos santos, ou os objetos que estiveram em contato com Cristo ou com os santos. As relíquias são veneráveis porque os corpos dos santos foram templos e instrumentos do Espírito Santo e ressuscitarão um dia na glória (Conc. de Tr. 25).
 O culto das relíquias é inato no homem: gostamos de conservar como recordação os objetos que pertenceram aos homens ilustres, as armaduras dos grandes guerreiros, por exemplo. O mesmo Deus honra as relíquias, porque se serve delas para operar milagres. Muitos corpos de santos permanecem incorruptos, exalando bom odor etc.
 Já os hebreus conservavam religiosamente as relíquias: Moisés levou do Egito o corpo de José (Ex. 13, 19); os cristãos imitaram-lhe o exemplo. Santo Inácio de Antioquia foi lançado no anfiteatro de Roma às feras, que lhe não deixaram senão ossos; os seus discípulos procuraram-nos de noite e levaram-nos para Antioquia (no ano 107). O mesmo se fez a S. Policarpo, bispo de Esmirna (166), queimado vivo; os seus restos foram considerados jóias preciosas. Os túmulos dos mártires foram, desde a mais alta antigüidade, os sítios onde se construíram Igrejas e altares para aí celebrar o Santo Sacrifício. Muitas relíquias se guardam em relicários de prata, como a Cruz de Cristo ("lignum crucis") e o presépio de Belém.
 Santo Agostinho conta uma multidão de curas e a ressurreição de duas crianças obtidas na África do Norte pelas relíquias de S. Estevão. Já no Antigo Testamento vemos um morto ressuscitar ao contato dos ossos do profeta Eliseu (4 Reis, 13, 21).
 Nada de estranho há nisso, pois ao simples tocar da veste do Messias, quantos não foram curados (Mt 9, 22)? A simples passagem da sombra de S. Pedro curava doentes (At 5, 15), ou os lenços e aventais de S. Paulo (At 19, 12). É evidente que o milagre não é produzido materialmente pelas relíquias, mas pela vontade de Deus. Não há, pois, superstição alguma nas peregrinações do povo cristãos a certos lugares em que Deus obra milagres pelas relíquias ou imagens dos santos (S. Agostinho).
Frase do Dia
Pela Cruz, todos os Apóstolos foram glorificados, todos os mártires coroados e todos os crentes santificados (São Teodoro)
EU SOU O PRISIONEIRO DO AMOR
HONRA OS MEUS SANTOS SACRAMENTOS

29.9.1989


Aleluia! O Senhor inclina-Se para me ouvir
Todas as vezes que O chamo.
O meu olhar está fixo em Vós, meu Senhor,
penso em Vós incessantemente,
Vós sois o meu Alimento,
o meu Pão e o meu Vinho,
não tenho necessidade de outro,
neste mundo hostil.
A minha alma tem sede de Vós,
Por Vós, os meus lábios estão ressequidos,
Vós sois o meu Deus que me procurou
e me formou, apesar da minha miséria.
Permiti-me que habite no Vosso Sagrado Coração.
Amém.

- Não te rejeitarei nunca. Todas as vezes que vens receber-Me, o Meu Sagrado Coração estremece de alegria. Fiz-Me mais Pequeno que nunca, na Pequena Hóstia Branca! Tomando-Me, aceitas-Me; e, aceitando-Me deste modo, tu reconheces a Verdade. Eu e tu somos Um Só Todo, nesse momento; tu estás em Comunhão Comigo. Que maior Delícia poderá haver do que estares Comigo, teu Deus? Que Encontro mais puro e santo? Eu, teu Deus, encontrando-te a ti, Minha criatura; Eu, teu Redentor e tu, aquela que Eu Mesmo remi. Eu, Jesus, amo-te loucamente. Como poderão ainda alguns de vós, duvidar do Meu Amor e ultrajar este Amor Puro e Santo? Como poderão muitos de vós, duvidar da Minha Santa Presença na Hóstia? A Minha Santa Eucaristia não deveria ser desperdiçada ou maltratada, como se não fosse Santa. Se compreendêsseis plenamente Aquilo que Eu vos ofereço e Quem recebeis em vós, bendir-Me-íeis continuamente. Olhai! Até os Meus Anjos, que vos olham do Alto, desejam este Alimento que vós podeis tomar; mas eles não o podem. Contudo, muitos de vós parecem não perceber a Sua Plenitude... Eu sou o Prisioneiro do Amor, por detrás de cada Sacrário, que aguarda e espera ver-vos chegar. Aproximai-vos, todos vós que ainda errais nesse deserto; vinde a Mim, puros e sem mancha. Permiti-Me que Me alegre em vós. E, assim, sereis mais gratos ao Meu Coração, com o vosso arrependimento, reconhecendo os vossos pecados. Não digais: "Por quê confessar-me? Não tenho nada a dizer ao meu confessor". Não sejais, também vós, um dos que perderam o sentido do pecado; estais muito longe de ser perfeitos. Alguns de vós comportam-se ainda como se fossem sem mancha e tivessem atingido já a perfeição. Sede humildes, sede humildes. Poderíeis discernir facilmente os vossos pecados, se rezásseis com sinceridade de coração e se Me pedísseis Auxílio para os discernir. Bemaventurados sejam todos aqueles que obedecem à Minha Lei, que seguem os Meus Preceitos e que honram os Meus Santos Sacramentos. Abençoados sejam todos aqueles que vêm a Mim, cheios de fé, para Me Comer e Me Beber. Eu sou Santo. Tratai-Me, pois, com Santidade, para que, nesse momento, mais Santo que nunca, Eu derrame em vós as Minhas Graças, que acabarão por reanimar a vossa alma. Eu não escondo nunca as Minhas Riquezas; concedo-As gratuitamente, até mesmo ao último de vós. Vinde, que Eu desejo ardentemente estar convosco. Por conseguinte, não vos apresseis e não sejais impacientes, no recitar as vossas orações; não zombeis da Piedade; refleti e meditai nas Minhas Ordens. Mesmo que vós não Me vejais, Eu digo-vos que a Minha Mão está sobre cada um de vós e abençôo-vos, deixando em todos vós o Meu Suspiro. Sede um.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Intenções do Santo Padre para o Mês de Fevereiro

Intenção Geral:
Respeitar a identidade da família. Para que a identidade
da  família seja respeitada por todos e para que seja
reconhecida a sua insubstituível contribuição
em prol  de toda a sociedade

* * *
Intenção Missionária:
Levar Cristo aos que sofrem.
Para que, nas terras de missão em que o mais urgente
é a luta contra a doença, as comunidades cristãs
saibam testemunhar  a presença de Cristo
junto dos que sofrem
* * *

Todos os meses o Papa confia suas intenções ao
apostolado da oração. Esta iniciativa é seguida
por milhões de fiéis em todo mundo.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

A MEDIAÇÃO DOS SANTOS

Nosso Senhor nos manda "Orar uns pelos outros" (MT 5, 44). S. Tiago nos ordena de "orar uns pelos outros" (Tgo. 5, 16). S. Paulo diz que "ora pelos colossenses" (Col. 1, 3). 
No evangelho de S. Mateus (22, 30), Jesus Cristo ensina que os "santos são como os anjos de Deus no céu". Zacarias diz: "que o anjo intercedeu por Jerusalém ao Senhor dos exércitos" (1, 12 -13).
Os justos, os santos e os anjos do Céu se interessam pelos homens, intercedem pelos homens, e devem ser invocados e louvados.
 O arcanjo Rafael diz a Tobias: "Quando rezavas com lágrimas, e sepultavas os mortos, eu oferecia tua oração a Deus" (Tob. 7, 12) (Os protestantes tiraram esse livro).
S. Paulo, na mesma carta em que declara Jesus como único mediador entre Deus e os homens, indica também mediadores 'secundários' (I Tm 2, 1-5): "Recomenda que façam preces, orações, súplicas e ações de graças por todos os homens..." Pois, fazer orações por outros, é de fato, ser intercessor e mediador entre Deus e os outros.
 A própria Bíblia aplica o título de mediador também a Moisés (Dt 5, 5): "Eu fui naquele tempo intérprete e mediador entre o Senhor e vós".
 Quando a Sagrada Escritura diz que Nosso Senhor é o único caminho entre os homens e Deus, não quer dizer que entre os homens e Nosso Senhor não possa haver intercessores. É claro, só Nosso Senhor é o intercessor entre nós e Deus Pai, mas não significa que entre nós e Ele não existam pessoas que O conheceram, amaram e serviram de forma exemplar.
 É por isso que a doutrina católica chama Nossa Senhora de "Mediatrix ad Christum mediatorem", isto é, "Medianeira junto a Cristo mediador". Deste modo, Cristo fica como único mediador entre Deus e os homens; e a Virgem Maria fica uma "medianeira junto a Cristo".
 O poder de interceder está expresso em diversas passagens das Sagradas Escrituras, como nas Bodas de Caná, onde Nosso Senhor não queria fazer o milagre, pois "ainda não havia chegado Sua hora" e "o que temos nós a ver com isso (com a falta de vinho)?". Bastou Nossa Senhora pedir para que seu Filho fizesse o milagre, que Ele adiantou sua hora para atender à intercessão de sua Mãe Santíssima. Que tamanho poder de intercessão têm Nossa Senhora! Fazer com que Deus, por assim dizer, mudasse seus planos? É tal o poder de Nossa Senhora que a doutrina católica a chama de onipotência suplicante, ou seja, Aquela que tem, por meio da súplica a seu Filho, o poder onipotente!
 Existem diversas passagens da Sagrada Escritura em que Deus só atende por meio da intercessão dos santos, como no caso de Jó (já visto), em que Deus expressamente mandou que o fiel pedisse através de seu servo Jó. Ou mesmo o caso do discípulo de Santo Elias, que só fazia milagres quando pedia através do Deus de Elias.
Ora, é natural que Deus atenda àqueles que estão mais perto dele do que àqueles que estão mais distantes. Quanto maior a virtude de uma pessoa, tanto mais perto de Deus ela está e tanto mais pode interceder por nós.
Portanto, fica comprovado que é útil a intercessão dos santos junto à Nosso Senhor Jesus Cristo, único mediador entre os homens e Deus-Pai.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Frase do Dia
Tomei a resolução de nunca distanciar minha alma do olhar de Jesus (Santa Teresinha do Menino Jesus)

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

INÍCIOÍNDICEPESQUISA
TODAS AS MINHAS MENSAGENS SÃO ORAÇÕES
O TEU JESUS, EU SOU
28.9.1990



- Jesus?

- Eu Sou. Apoia-te a Mim, apoia-te no Meu Ombro. Tal como Eu vim a ti e te levantei da fossa e te conduzi para a Minha Casa, onde te curei, assim continuarei a ajudar-te para manter os teus pés no reto Caminho. Que as tuas mãos se agarrem a Mim. Sei que és medrosa
1 , mas Eu Mesmo te farei forte, para te opor ao mal.

Ah! Criação! Agora, a Misericórdia desce, antes do Juízo.
Acolhei, agora, a Minha Misericórdia, e o Meu Espírito repousará em vós. Aproximai-vos de Mim, vós que Me desejais, e saciai-vos dos Meus frutos, das Minhas Inesgotáveis Fontes de Vida; "aqueles que se alimentarem de Mim terão ainda mais fome, e aqueles que Me beberem terão ainda mais sede" (Sir 24, 20). E Eu, como verdadeiro Maná, restaurarei a vossa alma e, como em canteiro, modelar-vos-ei, naquilo que perdestes: A Minha Divindade. Depois, mostrar-vos-ei o Meu Reino e enviar-vos-ei a Minha Sabedoria, para vos ensinar o Meu Conhecimento das Minhas Coisas Santas e far-vos-ei Meus, por toda a Eternidade: vós sereis os Meus filhos e as Minhas filhas, e glorificar-Me-eis no Céu, juntamente com a Minha Assembléia. Depois, enviar-vos-ei uma como que multidão, para a todos mostrardes, tal como se desfralda um estandarte, o Meu Conhecimento que vós mesmos tendes recebido da Própria Sabedoria, de modo a ensinardes aos outros a ser honestos nas suas intenções e no seu saber, a fim de que o Meu Nome possa ser reconhecido como Santo, de geração a geração. Os vossos descendentes terão, assim, uma rica herança, vinda de vós, graças à Minha Infinita Misericórdia; e o mesmo acontecerá com os filhos dos vossos filhos.

E, de futuro, as nações saberão o que significa o Temor do Senhor.

Mas os Meus Favores não estão ainda esgotados por completo: os Meus Favores são inextinguíveis e enchem todos os vales; e a Minha Ternura por vós renova-se, dia
a dia. Eu derramo continuamente o Amor, do Meu Coração, como rios que correm, em avalanche, para irrigar o vosso deserto e para vos reavivar.

Não sou Eu que vos forço a permanecer e habitar nas trevas; não é Meu Desejo ver-vos, do Alto, absorvidos, verdadeiramente presos nas mais escuras celas, aprisionando assim também a vossa alma. O Meu Desejo é levar-vos a Casa em Paz; o Meu Desejo é fazer dos vossos desertos e das vossas terras áridas verdes pastagens que possam saciar-vos. Vassula, todas as Minhas Mensagens são orações. Lê e escreve Romanos 8, 26-27:

"De maneira semelhante é que o Espírito vem em ajuda da nossa fraqueza, pois não sabemos o que devemos pedir em nossas orações, mas é o próprio Espírito que intercede por nós com gemidos inefáveis. Aquele que perscruta os corações bem sabe qual é o empenho do Espírito, pois é em conformidade com Deus que Ele intercede pelos Santos".

Medita neste tema... Eu amo-te. Repete isto mesmo, depois de Mim:

"Jesus,
nem a morte, nem a vida,
nem os Anjos, nem os Principados,
nem o presente, nem o futuro,
nem as Potestades,
nem a altura, nem a profundidade,
nem qualquer outra criatura
poderá alguma vez separar-me de Vós
(Rm 8, 38-39);
prometo-Vos ser-Vos fiel;
é este o meu voto solene.
Ajudai-me a ser fiel a este voto
sempre e para sempre.
Amém".
- Alma, reza; e isto significa fala-Me! Não ignores a Minha Omnipresença, apenas porque o Tentador continua a tentar-te. Escuta-Me: resiste, opõe-te a ele. Agora, vem; Eu manifestar-Me-ei uma vez mais por meio de ti, se humildemente te submeteres a Mim e permitires ao Meu Espírito que repouse em ti, nas horas da Minha Paixão.




     

O teu Jesus. Eu Sou.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

A Espiritualidade Eucarística de Santa Faustina

Que esta breve reflexão alimente nossa espiritualidade eucarística, de modo a podermos dizer, como Santa Faustina, “O meu espírito (...) estava inflamado de especial amor para com a Eucaristia” (n. 160). Roguemos a Jesus Misericordioso a graça de compreendermos aquilo que João Paulo II nos ensinou: “A Igreja vive da Eucaristia. Esta verdade não exprime apenas uma experiência diária de fé, mas contém em síntese o próprio núcleo do mistério da Igreja” (Encíclica Ecclesia de Eucharistia, n. 1).
À medida que aprofundamos a espiritualidade de Santa Faustina, percebemos o destaque dado à Eucaristia. Evidência desse fato é o grande número de vezes que o tema aparece no Diário: 9 vezes encontra-se a palavra “Eucaristia”, 2 vezes “Sagrada Comunhão” e 159 vezes “Santa Comunhão”. Evidentemente, não importa a estatística, mas o amor de Faustina a Jesus Eucarístico. Não se pode explorar aqui toda a riqueza da espiritualidade eucarística de Santa Faustina. Vamos nos contentar com 7 aspectos:
 1) Na Eucaristia, Faustina encontra sua força: “Todas as manhãs, na meditação preparo-me para a luta durante o dia todo, e a Santa Comunhão é a garantia de que vencerei, e assim acontece. Tenho medo do dia em que não tenho a Santa Comunhão. Esse Pão dos Fortes me dá toda a energia para levar adiante essa obra e tenho coragem de cumprir tudo o que o Senhor exige. A coragem e a força que estão em mim não me pertencem, mas sim Àquele que mora em mim: a Eucaristia” (n. 91).
2) Na Eucaristia, Faustina faz a experiência pessoal da misericórdia de Deus: “Em determinado momento, eu desejava muito receber a Santa Comunhão, mas, porque tinha uma certa dúvida, não fui comungar. Sofri terrivelmente por essa razão (...) Quando fui trabalhar, cheia de amargura no coração, de repente, Jesus colocou-se ao meu lado e disse-me: Minha filha, não faltes à Comunhão, a não ser quando tiveres a certeza de que pecaste gravemente (...) As tuas pequenas faltas desaparecerão no Meu amor como uma palha jogada num grande braseiro” (n. 156).
3) Na Eucaristia, Faustina faz a experiência da proximidade com Deus: “Durante a Santa Comunhão, a alegria inundou a minha alma. Sentia que estou estreitamente unida com a Divindade; a Sua onipotência envolveu todo o meu ser. Ao longo do dia senti a proximidade de Deus de uma maneira especial e, embora as obrigações, durante todo este tempo, não me permitissem ir por um momento sequer à capela, não houve momento em que eu não estivesse unida com Deus” (n. 346).
4) Na Eucaristia, Faustina faz a experiência da presença permanente de Deus: “Jesus, quando vindes a mim na Santa Comunhão, Vós que Vos dignastes residir com o Pai e o Espírito Santo no pequeno céu do meu coração, procuro fazer-Vos companhia o dia todo, não Vos deixo sozinho, nem por um momento” (n. 486).
5) Na Eucaristia, Faustina faz a experiência do amor ao próximo: “Quando recebo a Santa Comunhão, peço e suplico ao Salvador que cure a minha língua, para que eu nunca ofenda o amor ao próximo” (n. 590).
6) Na Eucaristia, Faustina aprofunda a dimensão mariana de sua espiritualidade: “Estou vivendo este tempo com a Mãe de Deus, preparando-me para a solene vinda do Senhor. E Nossa Senhora me instrui sobre a vida interior da alma com Jesus, especialmente na Santa Comunhão” (n. 840). E ainda, em outra passagem: “Hoje senti a proximidade de minha Mãe, da Mãe do Céu, embora antes de cada Santa Comunhão eu peça com fervor a Nossa Senhora que me ajude na preparação da minha alma para a vinda de Seu Filho” (n. 1114).
7) Na Eucaristia, Faustina faz a experiência de sua pequenez diante de Deus: “Tenho medo da vida, nos dias em que não recebo a Santa Comunhão. Tenho medo de mim mesma. Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim. Do Sacrário tiro força, vigor, coragem e luz. Aí busco alívio nos momentos de aflição. Eu não saberia dar glória a Deus, se não tivesse a Eucaristia no meu coração” (n. 1037).
Que esta breve reflexão alimente nossa espiritualidade eucarística, de modo a podermos dizer, como Santa Faustina, “O meu espírito (...) estava inflamado de especial amor para com a Eucaristia” (n. 160). Roguemos a Jesus Misericordioso a graça de compreendermos aquilo que João Paulo II nos ensinou: “A Igreja vive da Eucaristia. Esta verdade não exprime apenas uma experiência diária de fé, mas contém em síntese o próprio núcleo do mistério da Igreja” (Encíclica Ecclesia de Eucharistia, n. 1).
Pe. Ednilson de Jesus, MI

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

SANTA IRMÃ MARIA FAUSTINA KOWALSKA

A Irmã Faustina Kowalski, apóstola da Misericórdia de Deus conhecida em todo o mundo,
é considerada pelos teólogos como uma pessoa que faz parte de um grupo de notáveis místicos
da Igreja. Nasceu no dia 25 de agosto de 1905, como a terceira dos dez filhos numa pobre mas piedosa família de aldeões, em Glogowiec (Polônia). No batismo, que se realizou na igreja paroquial de Swinice Warskie, recebeu o nome de Helena. Desde a infância distinguiu-se pela piedade, pelo amor à oração, pela diligência e obediência, e ainda por uma grande sensibilidade à miséria humana. Apesar de ter frequentado a escola por menos de três anos, no DIÁRIO por ela deixado, numa linguagem extremamente transparente, descreveu exatamente o que queria dizer, sem ambiguidades, com muita simplicidade e precisão.
Nesse DIÁRIO, escreve ela a respeito das vivências da sua infância: “... eu senti a graça à vida religiosa desde os sete anos. Aos sete anos de vida ouvi pela primeira vez a voz de Deus em minha alma, ou seja, o convite à vida religiosa, mas nem sempre fui obediente à voz da graça. Não me encontrei com ninguém que me pudesse esclarecer essas coisas”.
Aos dezesseis anos de idade, deixou a casa paterna para ir trabalhar como empregada doméstica em Aleksandrów, perto de Lodz, a fim de  angariar meios para a subsistência própria e ajudar
os pais. Nesse tempo o desejo de ingressar na vida religiosa aos poucos ia amadurecendo nela. Visto que seus pais não concordavam com tal decisão, Heleninha procurou sufocar em si
o chamado divino.
Anos depois, escreveria em seu DIÁRIO: “Numa ocasião, eu estava com uma de minhas irmãs num baile. Enquanto todos se divertiam a valer, a minha alma sentia tormentos interiores. No momento em que comecei a dançar, de repente vi Jesus a meu lado, Jesus sofredor, despojado de Suas vestes, todo coberto de chagas e que me disse estas palavras: Até quando hei de ter paciência contigo e até quando tu me decepcionarás? Nesse momento parou a música animada, não vi mais as pessoas que comigo estavam, somente Jesus e eu ali permanecíamos. Sentei-me ao lado de minha irmã, disfarçando com uma dor de cabeça o que se passava comigo. Em seguida, afastei-me discretamente dos que me  acompanhavam e fui à catedral de S. Estanislau Kostka. Já começava a anoitecer e havia poucas pessoas na catedral. Sem prestar atenção a nada do que ocorria à minha volta, caí de bruços diante do Santíssimo Sacramento e pedi ao Senhor que me desse a conhecer o que devia fazer a seguir. Então, ouvi estas palavras: Vai imediatamente a Varsóvia (Polônia) e lá entrarás no convento. Terminada a oração, levantei-me, fui para casa e arrumei as coisas indispensáveis. Da maneira como pude, relatei a minha irmã o que havia acontecido na minha alma. Pedi que se despedisse por mim de meus pais e assim, só com a roupa do corpo, sem mais nada, vim para Varsóvia” (Diário, 9).
Em Varsóvia (Polônia), procurou um lugar para si em diversas comunidades religiosas, mas em todas foi recusada. Foi somente no dia 1 de agosto de 1925 que se apresentou à Congregação
das Irmãs da Divina Misericórdia, na Rua Zytnia, e ali foi aceita. Antes disso, para atender às condições, teve que trabalhar como empregada doméstica numa família numerosa na região
de Varsóvia, para dessa forma conseguir o enxoval pessoal.
Ela descreveu em seu DIÁRIO os sentimentos que a acompanhavam após ter ingressado
na vida religiosa: “Sentia-me imensamente feliz, parecia que havia entrado na vida do paraíso.
O meu coração só era capaz de uma contínua oração de ação de graças” (Diário, 17).
Na congregação recebeu o nome de Irmã Maria Faustina. Realizou o noviciado em Cracóvia
e foi ali que, na presença do bispo Estanislau Rospond, professou tanto os primeiros votos religiosos como, passados cinco anos, os votos perpétuos de castidade, pobreza e obediência. Trabalhou em diversas casas da Congregação, porém permaneceu mais tempo em Cracóvia (Polônia), Vilna (Lituânia) e Plock (Polônia), exercendo as funções de cozinheira, jardineira
e  porteira. Exteriormente nada deixava transparecer a sua profunda vida mística. Ela cumpria assiduamente as suas funções, guardando com zelo a regra religiosa. Era recolhida e silenciosa, embora ao mesmo tempo fosse desembaraçada, serena, cheia de amor benevolente
e desinteressado para com o próximo
O severo estilo de vida e os extenuantes jejuns que ela se impunha antes ainda de ingressar
na Congregação enfraqueceram tão severamente seu organismo que já no postulado teve
de ser encaminhada para tratamento de saúde. Após o primeiro ano do noviciado vieram
as experiências místicas extremamente dolorosas – da chamada noite escura, e depois os sofrimentos espirituais e morais relacionados com o cumprimento da missão que havia recebido de Jesus Cristo.
Irmã Faustina ofereceu a sua vida a Deus em sacrifício pelos pecadores, a fim de salvar as suas almas, e por essa razão foi submetida a numerosos sofrimentos. Nos últimos anos de vida intensificaram-se as enfermidades do organismo: desenvolveu-se a tuberculose, que atacou
os pulmões e o trato alimentar. Por essa razão, por duas vezes, durante alguns meses, permaneceu em tratamento no hospital.
Completamente esgotada fisicamente, mas em plena maturidade espiritual e misticamente
unida a Deus, faleceu no dia 5 de outubro de 1938 com fama de santidade, tendo apenas 33 anos de idade, dos quais 13 anos de vida religiosa (Notas do Diário de santa Irmã Faustina).
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SANTO DO DIA; São Brás, Bispo e Confessor (+320)

Quando do imperador Licínio, Agrícola governava a Capadócia. Em Sebasta, principiou a perseguição aos cristãos. À procura de animais ferozes, diante dos quais desejava expor as vítimas, ordenou aos seus homens que se embrenhassem nas florestas das vizinhanças e os apanhassem vivos. Um grupo de caçadores acabou chegando ao pé de uma montanha e. ali. Abismados, viram todos que várias feras, reconhecidamente irreconciliáveis, confraternizavam-se na maior tranqüilidade, diante da boca de uma caverna. E eram leões, tigres, lobos, chacais, hienas, ursos, antílopes de toda a espécie, e hienas e leopardos, e macacos de grande porte.

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Busto-relicário de São Brás que se conserva
em  Zaragoza, Espanha

Que significava aquilo? Era o que se perguntavam, atônitos, os caçadores. Logo, porém, da admiração, passaram ao estupor. Um homem, aparecendo à luz, saído da escuridão da gruta, considerou as feras e, em seguida, como que as abençoou. E todas, em ordem, sossegadas, desapareceram, foram-se para as brenhas donde haviam vindo.
Um leão, todavia, grande e de enorme juba fulva, permaneceu onde se encontrava. E os homens que observavam, agora estatelados, viram-no erguer uma das patas e o habitante da caverna aproximar-se dele. Era talvez um estrepe que se lhe cravara na mão. E, feita a intervenção, o animal, tranquilamente, como os demais, foi-se dali.
Aquele fato, relataram-no os que os observaram a Agrícola. E o governador, ordenando aos soldados que se fossem, à caverna e prendessem o homem que nela vivia, ficou guardando o resultado da expedição.São Brás, armênio de nascimento, homem puro e inocente, doce e modesto, era o morador da gruta.
Tocado pelas virtudes que o adornavam, o povo de Sebasta escolhera-o para bispo, e o santo varão, inspirado pelo Espírito Santo, estabeleceu residência no buraco daquela montanha, onde os homens da cidade e os animais do deserto iam procurá-lo, ambos em busca de lenitivo para os males que os afligiam. Brás foi preso sem esboçar a menor resistência e conduzido ao tribunal.
Agrícola, impossibilitado de vergar o santo homem de Deus, de vê-lo apostatar, ordenou que o batessem sem piedade, depois do que atirassem com ele, e à teimosia que nele morava, na mais negra, úmida e escura das masmorras.
Como acontecia quando na caverna da montanha, os fiéis foram procurá-lo para dele receber a costumeira benção. Brás abençoando a todos, curava os que porventura se achavam doentes disto ou daquilo. Um dia, apareceu ao santo bispo uma pobre mulher, vestida de farrapos. Vinha aflita, chorosa, nos braços uma criança quase estrangulada por uma espinha de peixe que se lhe atravessara na garganta.
São Brás, comovido com o sofrimento do pequenino ser e com a fé que ia naquela pobre esfarrapada, pousou a mão na cabecinha da criança, ergueu os olhos para o alto e orou por um momento. E, em seguida, fazendo o sinal da cruz na garganta do acidentado, pediu:
- Ó Senhor Jesus, acolhei favoravelmente minha prece. Por vosso poder, tirai esta espinha e proporcionai este socorro a todos os que, afligidos do mesmo mal, a vós implorem e pronunciem a oração que vos endereço.
Pouco depois, livre a criança do que a maltratava, a mãe, agora chorando de contentamento e de gratidão, deixava o bom bispo na sua feia masmorra. Por várias vezes foi o santo homem retirado da prisão e levado á presença de Agrícola. E, como perseverasse em confessar Jesus Cristo, era supliciado. Como paga de tanta constância, de tanta firmeza e doçura, o Senhor, sempre que o grande bispo retornava à cela que lhe haviam destinado, operava algum prodígio. Conta-se que, numa destas vindas do tribunal, apresentou-se-lhe uma pobre viúva, a quem um lobo lhe levara a única coisa que possuía - um porco.
- Vai em paz, disse-lhe São Brás. Tem fé em Deus.
A viúva, consolada, voltou à pobre choça em que vivia, e, pouco antes de chegar, já estava a ouvir o roncar do suíno no pequeno chiqueiro que lhe construíra.
Doutra feita, sete mulheres que se apresentaram à prisão para cuidar das feridas do santo prelado, foram denunciadas como cristãs. Levadas ao tribunal e interrogadas, acabaram os pagãos por descobrir que haviam sido as autoras do lançamento dos ídolos do governador ao fundo de um lago que se situava nas imediações. Martirizadas, São Brás deplorou-as, e Agrícola, agastado, condenou-o a ser precipitado ao fundo daquele mesmo lago que agora lhe era pouso dos ídolos. Quando o levaram para as margens, São Brás fez o sinal da cruz e avançou sobre as águas, sem que submergisse, como por uma estrada. E, uma vez bem no meio, parou, virou-se para os maravilhados ministros da justiça e desafiou:
- Vinde, vinde vós, e ponde a prova o poder de vossos deuses!
Vários infiéis aceitaram o desafio. Entraram no lago e mergulharam no mesmo instante. Agrícola, confuso, observando o Santo, viu-o retornar. É que um anjo do Senhor, aparecendo tão somente ao bom e puro bispo, dissera-lhe:
- Volta, ganha a margem e recebe a coroa do martírio!
Condenado pelo governador a ser decapitado, São Brás, antes de apresentar a cabeça ao carrasco, suplicou a Deus:

- Senhor, favorecei todos aqueles que me assistiram no combate que travei, bem como os que me implorarem o socorro, depois de me levares para a vossa glória. Jesus, então, naquele último instante, apareceu-lhe. E, olhando-o docemente, prometeu:
- Ouvi tua súplica e te concedo tudo aquilo que a mim me pediste.
Decapitado a 3 de Fevereiro, com o grande bispo de Sebasta foram-no também duas crianças condenadas à mesma pena.
O culto de São Brás espalhou-se grandemente no Oriente e no Ocidente. As curas maravilhosas operadas pela invocação do nome do santo bispo são inúmeras, principalmente em males de garganta, mesmo de dentes. Diz-se que, quando preso, uma mulher o procurou, levando-lhe alimento e uma lamparina, para que espantasse a escuridão da cela. Comovido, por tal lembrança da boa mulher, prometeu-lhe que, se todos os anos levasse uma vela à igreja, ela, todos os que a imitassem, haviam de se achar sempre bem.  Vem daí, naturalmente, a prática das velas de São Brás.
(Livro Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume II, p. 394 à 399)